Reflexões sobre História, Arte e Cultura.

sábado, 28 de junho de 2025

Instituto Dom Phillips

Instituto Dom Phillips
"Permita-se encantar com nosso Instituto"

Dom e Bruno, presentes!!

Sobre o Instituto

Nascemos entre o luto por mais uma violência acontecida na Floresta Amazônica e o encantamento de Dom Phillips por seus povos e sua exuberância. O legado deságua num Movimento. Criamos, aqui e agora, um movimento de conexão, engajamento e educação que ecoa as vozes da floresta, seus povos e saberes ancestrais. Queremos contribuir para a construção de uma sociedade em que humanos sintam-se natureza, respeitem e estejam engajados na proteção de todas as formas de vida.

Primeiro Projeto

Amazônia Sua Linda!

Nosso primeiro projeto leva o nome da última legenda de foto usada por Dom em suas redes sociais e tem como objetivo promover um movimento educativo sobre a Amazônia, orientado pelo protagonismo de seus povos, inspirando reconexão e co-responsabilidade com a natureza da qual somos parte. Para isso, reuniremos conteúdos sobre a Amazônia, para a Amazônia, com Amazônidas e compartilharemos em uma plataforma digital acessível de amplo alcance.

A vida e luta de Dom Phillips


Amazônia: Jornada de descoberta

Sua primeira matéria publicada sobre a Amazônia foi em 2015 pelo The Washington Post, quando visitou uma grande mina no Pará e identificou os impactos ambientais, sociais e econômicos do empreendimento. A partir daí sua curiosidade e seu interesse sobre o bioma amazônico aumentaram e sua rede de contatos na floresta se ampliou.


Em 2018, Dom conhece Bruno em expedição ao Vale do Javari – que abriga uma das maiores concentrações de indígenas isolados do mundo. Na reportagem que surge dessa viagem, Dom deixa claro sua paixão pela floresta, como quando descreve meninos indígenas que haviam batido “em uma colmeia para afugentar as abelhas” e depois compartilhavam “seu favo de mel vermelho-ferrugem, pingando mel doce e selvagem”. Para ele, o encantamento era a chave para

Durante suas inúmeras viagens à Amazônia, Dom percebeu que os povos da floresta e os profissionais que atuavam para mantê-la protegida deveriam ter seu importante conhecimento divulgado para o mundo. Pensando nisso, começou a escrever em 2020, o livro “How to save the Amazon: Ask the people who know”” (em tradução livre, “Como salvar a Amazônia: pergunte a quem sabe”), motivo que o levou ao Vale do Javari em junho de 2022 a fim de entrevistar indígenas sobre suas medidas de proteção contra invasores e também comunidades ribeirinhas e de pescadores. 

Comunidade Ashaninka no Acre

Dom e Bruno estavam trabalhando quando foram assassinados, eram profissionais determinados e entenderam que, mesmo atuando em áreas diferentes, era muito importante unir forças pelo objetivo maior de proteger a floresta e todos que nela vivem.

É como se tivessem mexido diretamente com a gente, porque ele estava representando a nossa causa, a nossa história. Ele passou a ser família.

Francisco Piyãko, líder da comunidade Ashaninka, no Acre – um dos últimos locais de visita de Dom Phillips – em entrevista à BBC.



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